Realização, pedagogia, criação e exibição de audiovisual.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Uma equipe de making of, um luxo conquistado pelo Cinema Possível. Isso mesmo!

Uma foto da equipe feita no timer por Mariana Ricci deu o mote de descontração e irreverência no set de filmagem do
videoclipe "Maria das Quimeras". A equipe de making of, atenta, fez os flagrantes artísticos com competência!


O Audiovisual é um presente que
carregamos para toda a vida!
Coordenadas por Mariana Ricci, as estagiárias de fotografia, Raquel Martins e Lara Rothier, botaram pra quebrar  e fizeram do set de filmagens do videoclipe “Maria das Quimeras” um point de aprendizado em tempo real. Foi muito divertido e todo mundo saiu no lucro. Claro que não podia faltar o estresse básico, sem o qual, a gente não aprende. Para sair do lugar e não ficar estacionado no tempo, é preciso criar coragem e sair da casca do ovo. O projeto agradece e já prepara seu próximo vôo, desta vez, no Rio de Janeiro, onde iremos gravar o filme poema “Cidade a Contraluz”. Aguardem.
Abaixo segue algumas fotos feitas pela nossa equipe de making of e de quebra, o próprio making of, que, afinal de contas, acaba de sair do forno diretamente para nossos leitores.

Confira nosso making of


domingo, 14 de abril de 2013

Cinema Possível visita a obra de Andra Valladares.


Cantora e poeta, Andra Valladares terá sua música clipada pelo projeto Cinema Possível.

Andra Valladares por
Fagner Souza
O Próximo videoclipe do projeto Cinema Possível promete reunir um time dos melhores profissionais da cidade de Cabo Frio, em torno de um poema de Florbela Espanca; com música e interpretação de Andra Valladares; cantora de Vila Velha – ES.
Quem ainda não conhece esta cantora, vai se surpreender com seu trabalho artístico que, além de envolver  música de qualidade com levada jazzística e muito bem elaborada, poderá também, degustar sua obra poética; isso mesmo, ela é uma excelente escritora com um profundo conhecimento do haicai, estilo de poema curto praticado por poucos e que exige sensibilidade ímpar. É por isso e muito mais, que decidimos que nosso próximo videoclipe será a música Maria das Quimeras, um hit de seu CD autoral.

Florbela Espanca

A poeta portuguesa Florbela Espanca nasceu em 1894, na Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal,  e faleceu em 1930, Em Matozinhos, no Porto. Sua vida conturbada fez com que ela gerasse uma obra com alto nível estético e uma profundidade que até hoje arrebata multidões de fãs pelo mundo, especialmente a juventude brasileira.
Confira o poema de Florbela Espanca musicado por Andra Valladares:

Maria das Quimeras




Maria das Quimeras me chamou 
Alguém.. Pelos castelos que eu ergui 
P'las flores d'oiro e azul que a sol teci 
Numa tela de sonho que estalou. 

Maria das Quimeras me ficou; 
Com elas na minh'alma adormeci. 
Mas, quando despertei, nem uma vi 
Que da minh'alma, Alguém, tudo levou! 

Maria das Quimeras, que fim deste 
Às flores d'oiro e azul que a sol bordaste, 
Aos sonhos tresloucados que fizeste? 

Pelo mundo, na vida, o que é que esperas?... 
Aonde estão os beijos que sonhaste, 
Maria das Quimeras, sem quimeras?... 

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"




Florbela Espanca - 1894/1930 -
Portugal






Veja a equipe cabofriense que irá trabalhar no novo videoclipe do projeto Cinema Possíve.

Música: Maria das Quimeras
Poema de Florbela Espanca, musicado por Andra Valladares.
Voz: Andra Valladares

Direção: Jiddu Saldanha
Direção de fotografia: Marcos Homem
Montagem e Finalização: Ravi Arrabal
Roteiro: Ravi Arrabal e Jiddu Saldanha
Still – Mariana Ricci
Estagiárias: Lara Rothier e Raquel Martins

ELENCO
Julia Lima, Rafaela Solano, Manuela de Lelis, Patricia Maciel e Lorena Brites
































quinta-feira, 21 de março de 2013

Entrevista com Carolina Barbato.

Carolina Barbato, demonstrou talento e profissionalismo no set do projeto Cinema Possível, atriz iniciante, mas com experiência em teatro, grupos e festivais, ela marca sua presença no audiovisual, ao aceitar nosso convite para protagonizar o videoclipe "Os Vícios Teus", dirigido por Jiddu Saldanha, apoiado por uma equipe formada por Ravi Arrabal, Julia Lima, Yuri Vasconcellos, Pedro, Hugo, Azul Cazu e Júlia Lima.


Leia Entrevista na Íntegra.

Cinema Possível – Fale um pouco da tua relação com o teatro, como foi que tudo começou. 
Carolina Barbato -  Tenho a vida voltada para o teatro desde os oito anos de idade, quando conheci no colégio a arte de interpretar. Depois disso, qualquer envolvimento artístico se tornou principal interesse em minha vida. Conhecer pessoas nunca foi problema e as mesmas vieram numa troca de energias e contatos ótimas! Tive as mesmas questões familiares que muitos jovens têm em relação a escolha perante sua profissão, mas nada tão extremo que impedisse de eu me mudar para a capital afim de batalhar por algo que sinto fluir nas veias. Depois que você se encontra com o que sente ser seu ofício, não há argumentos que conspirem contra a força da sua vontade.

CP – Quais são as coisas que marcaram sua vida e que você gostaria que as pessoas soubessem. 
CB - Creio que a coisa mais marcante em minha vida foi uma apresentação de um esquete no fesq 6º (Festival de Esquetes de Cabo Frio) quando meu pai me viu em cena pela primeira vez. Era um trabalho inspirada no conto "Além do ponto'' do escritor Caio Fernando Abreu que recebia o mesmo nome. Meu pai sempre foi turrão e teimoso o suficiente para exigir de mim um concurso público ou uma faculdade 'segura'. Lembro-me que após a apresentação, desci do palco no intervalo e, com o figurino mesmo corri ao encontro dele. Foi emocionante ver aquele que sempre foi meu gigante de ferro se derreter com os olhos de uma criança e dizer, com a voz embargada : "Que bom que você nunca me ouviu e desistiu. Você precisa fazer isso. Pra sua vida.'' Depois desse episódio, nunca mais houve discussão sobre minha escolha de profissão, pelo contrário, houve e há até hoje um gigante que frequenta teatros da vida para prestigiar sua pequena.  

CP – Que livros você lê, leu e que filmes, músicas, você gosta? 
R – Sou leitora assídua de uma forma de escrita mais urbana, realista. Como boa canceriana, histórias de amores impossíveis com diálogos preenchidos de paixão me fascinam por demais! E também um certo fascínio pela loucura... Acredito no uso das palavras, sons e imagens como bons reveladores da alma humana, como formas vivas e complexas (vez em quando até demais) de tentar entender um pouco mais de si. Ou simplesmente confundir mais ainda, por isso talvez minha aversão às ficções (científicas, 'dinossáuricas', 'animalescas falantes' e afins). Música me remete sempre à boa MPB e seus encantos. Gosto do foco na nossa cultura, tanto em música quanto em literatura. Não conheço dor que um samba malemolente não cure ou revele. O cinema me estremece! Argentino, francês, nacional... É de uma sensibilidade enorme poder ver com seus olhos visões tão distintas de tantos artistas diferentes e diferenciados. 
  
Atenta, Carolina ouve as dicas de Ravi Arrabal que além de
ator ajuda a fazer de um tudo, no set do Cinema Possível.
CP – Como foi, pra você, a primeira experiência vivida com o Cinema Possível? Qual sua impressão do projeto. 
CB – Admiro pessoas que encasquetam coisas na cabeça e seguem o fluxo sem se deixar abater por qualquer dificuldade menor que a grandeza das artes. Foi um encontro lindo, na hora certa e no lugar certo. A vivacidade desses dois (Ravi e Jiddu) me deixavam muda, muitas vezes. Talvez por ser observadora demais ou por estar em constante estado de descontração e relaxamento. Foi uma acolhida muito generosa e agradeço muito pelo convite. Foi uma prazer enorme. "Que sorte a minha!" rsrs. 

CP – Quem é Carolina Barbato, por Carolina Barbato? 

CB - Além de ser cliché até a alma e acreditar em toda pieguisse existente no universo, uma menina de olhos grandes que berra através deles por um espaço onde alguém escute tais berros. Um palco, quem sabe? 

Assista o videoclipe "Os Vícios Teus" com Carolina Barbato




Confira o making of do videoclipe, "Os Vícios Teus".



terça-feira, 19 de março de 2013

Palestra sobre o projeto Cinema Possível na UFF de Rio das Ostras.

Um campartilhamento de experiencias com uma nova geração de produtores culturais, estudantes antenados e apaixonados pelo que fazem, interessados em conhecer nosso trabalho de persistência com nossa forma de fazer audiovisual!
Geração da UFF, Rio das Ostras, perguntas constantes de uma juventude inquieta.

O Cinema Possível, existe desde 2010 e está fazendo sua parte!

RETORNANDO DA PALESTRA EM RIO DAS OSTRAS

Foi uma bela experiência encontrar jovens arejados, estudantes de Produção Cultural, a pergunta que cada um se fazia era sempre, como lidar /criar demandas profissionais em algo que se está descortinando num processo acadêmico, onde se busca a profissionalização e um alargamento de relações com o mundo a partir de um ofício. 

Percebi que diversos jovens estão constantemente se fazendo perguntas e trabalhando por respostas. O papo foi bem interessante, uma troca efusiva de saberes, sabores e "aprenderes"! Qual será o desdobramento deste encontro?
Eles se perguntam de lá e eu de cá. A resposta poderia ver na forma de um filme, ou então, o filme possa suscitar novas perguntas, porque não?

sábado, 8 de dezembro de 2012

Uma Oficina de Videopoesia no Amapá.

Oficina de Videopoesia no festival
QUEBRAMAR - 2012

Quando estivemos no Amapá, em 2009, o saldo foi positivo. O trabalho com o projeto Cinema Possível fez surgir a Pium Filmes que, inspirado nos conceitos de trabalho simples e direto com câmera disponível, fosse o que fosse o mais importante seria libertar o ato criativo e fazer soltar as amarras de um cinema que apenas se quer vida, presente e se pretende ser, na sua construção mais direta.
Três anos depois, 2012, retornamos à cidade de Macapá para mais uma oficina, desta vez, de VIDEOPOESIA.
E o que pretendemos?
Buscando uma produção mais concisa, nosso intuito é alargar a fronteira da reflexão; com a internet aí, em seus momentos de “estagnação” poética, o que queremos é buscar a síntese através do olhar de cada um e descortinar novas/velhas/novas possibilidades de interação com a alma de cada criador, cada pessoa disposta a desafiar seu próprio olhar sobre tudo, em prol de um mergulho na poética de si mesmo, obviamente, com conseqüências.

A oficina acontecerá nas dependências da UEAP - Universidade Estadural
do Amapá. 
A oficina de Videopoesia, será mais uma experiência que a gente vem buscando repetir, ao longo do surgimento de nosso projeto em 2007. Nossa dedicação à literatura é o mote para um mergulho radical na linguagem visual daquilo que propomos como forma e conteúdo, e também do que queremos “dizer ao mundo”:  um pouco mais de nossos sentimentos, desejos e um mergulho no mundo das invenções.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Nicolás Farruggia - Entrevista Exclusiva.

Criativo, pesquisador, perfeccionista e inquieto, Nicolás Farruggia deu uma grande alegria ao projeto Cinema Possível, ao aceitar o desafio de ceder um de seus temas musicais para a nossa primeira micro série. Mandamos a ele uma entrevista ao qual ele, generosamente, fala de sua rica formação musical e seus anseios artísticos. Vamos conhecer este artista.

O caminho de Nicolás Farruggia, em arte Nico, começa na Argentina, onde nem bem nasce e já começa a viajar, migrando com a família para a Itália (1981-82). Aqui começa desde pequeno a mexer com as artes fazendo do teatro, do violão e das artes plásticas seus brinquedos favoritos.
            Aos dezoito anos parte para os Estados Unidos (2000-2004) e subseqüentemente para o Reino Unido (2005), perseguindo uma formação em violão erudito que culmina num Master in Performance na ambiciosa Royal Academy of Music de Londres. A pesar de tanta pompa, Nico se depara com a clara sensação de que aquele caminho iria lhe trazer talvez o prestigio mas com certeza não a felicidade.            
Seu primeiro projeto em formato voz e violão, "Matria" (2009) (http://www.jamendo.com/en/album/60579), está disponível para download gratuito; já seu disco mais recente, "Latinidade" (2012), reúne o batuque do samba chula do Recôncavo Baiano com toques de sabor cubano e a poesia cantada dos trovadores renascentistas com fanfarras em cores mediterrâneas. www.NicoLatinidade.com
Cinema Possível – Como foi que a música surgiu na tua vida?
Nicolás Farruggia - Quando tinha oito anos meus pais levaram a minha irmã Anabela de sete anos e a mim, para assistir um show de blues num teatro, em Milão, cidade onde crescemos. Como éramos as únicas crianças no teatro, o cantor que tocava uma guitarra tão preta quanto sua pele, nos chamou para subir ao palco na hora de encerrar o show. Guardo uma imagem muito vívida da minha irmã sorrindo no colo dele e de mim, maravilhado, com uma mão perdida naquela mão negra e enorme do astro e a outra segurando a paleta amarela que ele me deu e que tenha uma inscrição dourada que dizia: B.B. King. Saí daquele teatro transformado e, claro, pedi à minha mãe para fazer aula de vilão.


CP - Quando você - sente que uma obra está realmente concluída? Qual a sensação?
NF - Gosto de compor canções a partir da palavra, sejam versos preexistentes ou uma letra escrita para virar canção, meu desafio é descobrir a forma musical oculta no texto. Ao trabalhar um texto eu o leio em voz alta: o próprio ritmo do texto determina a cadência, o balanço da melodia, enquanto a respiração determina sua duração e o conteúdo seu caráter (se alegre, reflexivo, calmo, etc.). Dessa forma eu coloco a música a serviço da palavra, da poesia; já quando componho música instrumental a relação muda, pois nesses casos gosto de ficar mais livre para seguir o movimento da alma, da música em si ou de um certo sentimento que pede ser expressado sem palavras, de maneira mais intuitiva e direta.
Eu gosto muito de improviso, então para mim uma obra, uma composição, não chega realmente a um ponto de conclusão, ela está sempre aberta a novas reinterpretações e alterações, tanto do autor como dos possíveis interpretes - a não ser que ninguém  mais lembre dela; então aí sim, a obra acaba ou talvez se acaba com ela.


CP – Quais são os artistas que você aprecia musicalmente falando e o que você recomendaria para os leitores desta entrevista?
NF - Lembro uma entrevista do Eric Clapton onde lhe faziam a mesma pergunta e ele respondia: procurem saber que música ouvem os artistas que vocês mais gostam. Inspirado por ele eu digo aos leitores: ouçam e descubram os compositores que vossos artistas favoritos interpretam e gravam hoje em dia. Buscando dessa forma será possível ir gradualmente daquilo que é de fácil acesso - midiaticamente falando - àquilo que está mais escondido, até achar aquelas perolas que independem das exigências do mercado.
Em minha estadia na Bahia eu tive a oportunidade de conhecer e conviver com o compositor mais gravado de Maria Bethânia, autor de canções como Ya ya Massemba /letras-e-musicas/maria-bethania/ya-ya-massemba/1011549) ou Saudade dela /letras-e-musicas/maria-bethania-caetano-veloso-e-gilberto-gil/saudade-dela/2333178). Foi o Roberto Mendes, de Santo Amaro da Purificação, que me ensinou a compor da maneira que descrevi há pouco. Ele é um riquíssimo pesquisador de ritmos brasileiros, com um grande foco na cultura do recôncavo baiano, representada em sua síntese máxima no Samba Chula, uma variante do samba de roda. Recomendo dele o disco Cidade e Rio /album/roberto-mendes/cidade-e-rio/2316), lançado pela Biscoito Fino, e recomendo seguir ele nas redes sociais, pois está agora preparando um novo trabalho com a Fabiana Cozza e a Virginia Rodrigues que promete ser sensacional!
Outros artistas que ouço e admiro muito são o vocalista estadunidense Bobby McFerrin (Don't Worry be Happy) e Mercedes Sosa (Gracias a la Vida) ambos pela força e inspiração com a qual fazem uso desse instrumento deslumbrante que é a voz humana.
CP – Você já compôs pra cinema, TV, audiovisual? Como você gostaria de ver tua obra veiculada neste tipo de linguagem?
NF - Compus pouco para estas mídias e quero realizar mais trabalhos deste tipo. Acho a conjunção de música e imagem um meio muito poderoso para alcançar o publico. O ano passado compus a trilha para o curta A Floresta na Cidade (http://cinestesiafilmes.com/?p=194) dirigido por Fabio Assuf da Cinestesia Filmes e fiquei muito feliz com o processo e o resultado do trabalho.

CP – O teu clipe “Latinidade”, é interessante e surpreende como linguagem e tem uma tirada de humor, um ritmo caribenho mas também lembra algum tipo de batida européia. É isso? Não é isso? Fala da experiência com esta música e os desdobramentos decorrentes da experiência de fazer um clipe em Cuba.
NF - Esta música foi a primeira de uma dúzia de parcerias com Rudson Costa e é a composição que dá o nome ao disco, que irá sair no meio do ano. Parara mim, ela representa a mistura que quero atingir com meu trabalho: uma levada latina, com a influencia rítmica das raízes africanas presentes no Brasil. A Europa está presente porque de lá vieram os colonizadores que trouxeram os ingredientes dos instrumentos de corda e da língua ao continente americano, mistura que deu no que é hoje a musica afro latina no mundo. Já no videoclipe eu brinco mais diretamente - por eu estar vestindo um fraque, símbolo do meu passado de instrumentista erudito - com esta herança européia.
Realizar um videoclipe em Havana é uma experiência deslumbrante. Realizar dois desses então, em somente dez dias, é muito excitante! Tudo isso foi possível graças ao entusiasmo e criatividade do diretor Alejandro Perez e de sua equipe de produção, que conseguiram filmar tudo em três dias. O segundo vídeo do qual falo é Soy loco por ti, America  homenagem ao Che Guevara composta por Gilberto Gil, com letra de Capinan, que resolvi gravar numa versão que começasse em ritmo de Samba Chula e fosse pouco a pouco se transmutando num “Son cubano”. Sabia, partindo de premissas teóricas, que esses dois ritmos eram sotaques diferentes de um mesmo povo africano, forçosamente enraizado em terras distantes, embora parecidas. Foi assim que gravamos. Com a direção musical de Leonardo Mendes - filho de Roberto - a primeira parte da canção, o samba, aqui no Brasil e a segunda, o “son”, nos históricos estúdios EGREM em Havana - onde foram gravados todos os discos do Buena Vista Social Club. A emocionante noite da gravação na EGREM ficou assim registrada nesse clipe.

CP – Como você vê o mercado para música hoje? Alguma coisa mudou? Há mais inclusão, a internet ajuda ou atrapalha?
NF - Tudo está mudando rapidamente e isso traz um grande alívio. Só não dá ainda para ver os resultados desta mudança em grande escala, pois as vantagens dos novos mecanismos de produção, divulgação e distribuição tem sucesso, embora de maneira bem vasta, principalmente em pequena escala e de maneira fragmentada. Outra razão é que a mídia tradicional junto com as gravadoras - as que ainda sobrevivem - continuam se comportando como se nada tivesse mudado, apontando o dedo para a pirataria, como se esse fosse o cerne da questão. O cerne é que ganhamos, como artistas, a liberdade de poder imprimir e distribuir mundialmente um disco a baixo custo e sem nem sequer precisar de CNPJ, ou de nos apoiarmos em discográfica ou editora alguma, fazendo uso das licenças de direitos autorais que mais achamos apropriadas às nossas necessidades (falo do Creative Commons ).
Equivalentemente, como publico ganhamos a liberdade de pagar o preço que podemos e queremos (como no site www.bandcamp.com) na hora de baixar um disco inteiro, ou parte ou somente uma faixa isolada do nosso artista favorito - seja emergente ou estabelecido. Muitas vezes é o próprio artista que disponibiliza suas músicas de graça na internet, sabendo que seus fãs comprarão o ingresso de seu show, ficarão felizes de cantar na platéia as músicas aprendidas de cor e de graça, e ainda comprar o CD físico no final do show. Pois a música nasceu para libertar e celebrar, se elevando na emoção do momento. Bom, acho que me empolguei um pouco... mas é bem por aí (risos).

CP – Quem é Nicolás Farruggia por Nicolás Farruggia?
NF - Essa é difícil, viu.. mas vamos lá: Nicolás é... uma voz, um violão e um coração. O restante são variações sobre o mesmo tema. 



Confira o segundo capítulo da Micro Série
"SONHOS DE COR IZA" com música de
Nicolás Farruggia.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Cinema Possível faz seu primeiro Seriado.

Uma Micro-Série que vai dar o que Falar.

Uma micro-série, isto mesmo, para atender ao gosto dos brasileiros por tudo que seja dividido em capítulos, o projeto Cinema Possível resolveu aderir ao modelo e criou seu próprio produto, obviamente que, numa “versão possível”. A Micro-série em 15 capítulos que tem como protagonista a personagem Cor Iza Poetisa, de Karol Schittini que também contribuiu para dar corpo ao script.
Cor Iza, é uma nobre palhaçada, que atua ja quase uma década nas ruas, palcos e teatros do Rio de Janeiro. Participando e criando performances para ruas, teatros e outros espaços. Cor Iza, arrebata fãs por onde passa. Graças ao talento e à visão aguda que Karol imprime à personagem acaba por agradar crianças e também adultos.
É possível ver Cor Iza em festas de grandes empresas que a contratam como uma espécie de “intrusa” na festa, ela simplesmente faz a alegria dos presentes na festa criando um clima onde a sensibilidade e pureza se conectam para tornar o ambiente leve e despretensioso. Pelas ruas de Santa Tereza, ela é conhecidíssima da classe artística, principalmente, brincantes que curtem circular pelo bairro fazendo cenas e surpreendendo os moradores e turistas que circulam por lá.

Karol Schittini, atriz que dá vida à Cor Iza a quase uma década pelas ruas e
 palcos do Rio de Janeiro.
Acompanhe mais esta iniciativa do projeto Cinema Possível, que, desde 2007, vem discutindo e buscando vias alternativas para veicular o audiovisual feito com equipamentos de baixa resolução e editado em software’s populares. Nosso projeto, que já circula em diversas cidades brasileiras e que tem seus filmes espalhados pelo youtube e festivais não competitivos pelo país, está, este ano de 2012, preparando grandes surpresas para manter viva a chama da poesia do olhar.

  • Nome: Sonhos de Cor Iza
  • Gênero: Série
  • Duração: de um a três minutos por capítulo.
  • Direção: Jiddu Saldanha
  • Roteiro: Jiddu Saldanha e Karol Schittinni
  • Música: Byafra, Paulo Ciranda, Chris Herrmann e Nicolás Farruggia
  • Montagem: Jiddu Saldanha
  • Produção: Cinema Possível
  • Canal exclusivo para exibição TV POSSÍVEL
Assista já o primeiro capítulo do Seriado.
Sonhos de Cor Iza.


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