Realização, pedagogia, criação e exibição de audiovisual.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

UM POUCO SOBRE O PROJETO CINEMA POSSÍVEL

Realizações desde 2007, atuando de Cabo Frio /RJ para o mundo!
 "Cinema Possível" é uma maneira sistemática de se valer do termo para expandir ações focadas na linguagem audiovisual. O projeto Cinema Possível realiza, exibe e discute o cinema de forma ativa.
Desde de 2007, fomentamos atividades ligadas à inserção de jovens no universo de atuação para cinema, além de criar e exibir filmes e videoclipes. Também oferecemos vivência na área de roteiro e cine-clubismo, atividades que nos dedicamos desde a fundação do projeto CINEMA POSSÍVEL.

(Jiddu)

TV - Possível, nosso canal no youtube.

O Projeto Cinema Possível teve sua experiência piloto na Escola Municipal Cidade Praiana em Rio das Ostras, RJ, em 2007. Os quatro filmes e o making off do processo de criação realizados durante a oficina, foram exibidos para  alunos e membros da comunidade ligada à escola, com sucesso, gerando grande interesse no público presente. Em 2008 a ONG – CECIP (Centro de Criação de Imagem Popular) criou por sugestão de Jiddu Saldanha, coordenador e criador do Cinema Possível, o projeto “Do Giz ao Pixel” que consistia em repassar a técnica de "Cinema Possível" para professores da rede municipal de ensino e que culminou na criação, em 2009 da cartilha “Guia do Cineasta da Câmara Fotográfica Digital”.
Cinema, para nós, naquele momento era uma coisa prática; feita de forma possível dentro das circunstâncias em que o “cineasta” estava envolvido e portanto, fazedor do espetáculo. Ele criava seu próprio olhar, a partir de sua teia de convivência dentro da comunidade e/ou ciclo em que vivia.
Cine Mosquito, nosso Cine Clube, atuante desde 2008 em
diversas cidades do Brasil, sediado na cidade de Cabo Frio.
Achamos conveniente usar o termo “Cinema Possível” como extensão de nosso pensar no que tangia à necessidade de comunicação, utilizando formas diferenciadas, de contar uma história utilizando equipamentos e software de baixa resolução.
Os filmes do projeto Cinema Possível dessa fase já foram exibidos nas mostras:
 “A diagonal não ofende ninguém” no SESC de Teresina, PI,  no Congresso Brasileiro de Poesia no SESC de Bento Gonçalves, RS, no CineTribal em Cabo Frio, RJ, na Fortaleza de São José em Macapá, AP e nas mostras Cinema Possível no Atelier D’Aroeira em Cabo Frio, RJ, todos em 2007 e nas Mostras “Cinema Poema” em Bento Gonçalves – RS, 2008 e 2009 e na cidade de Teresópolis, 2009. Também em 2009 levamos a oficina de Cinema Possível ao Amapá, na UEAP (Universidade Estadual do Amapá), lá ajudamos a criar o núcleo de cinema possível Pium Filmes, que realiza mostras regulares de filmes feitos com câmera fotográfica digital mas também é aberto a tecnologias mais sofisticadas.
Em 2008 foi criado o cineclube itinerante CINE MOSQUITO, que passou a exibir filmes digitais, destacando aqueles que são feitos com câmera fotográfica, foram realizadas 8 cessões Cine Mosquito na cidade de Cabo Frio e uma mega mostra na cidade de Macapá – AP em 2009. Atravessamos os anos de 2010 a 2015, alternando entre produções de filmes artesanais, oficinas, mostras e festivais.
Hoje o projeto tem sua atividade voltada para filmes de ficção, documentários, videoclipes e outros, a maioria com a finalidade de exibir em cineclubes de escolas, bairros e projetos sociais, além de passar por alguns festivais de cinema, destacando o Festival de Cinema de Cabo Frio, desde 2007.
Valendo-se da tecnologia digital, na sua forma mais simples e operante, o Cinema Possível é um projeto que tem como objetivo estimular a realização e exibição de filmes, utilizando todas as mídias possíveis.
Atualmente, o projeto Cinema Possível, além de manter todas as suas atividades, está focado no cineclubismo. Durante o ano de 2014/2015, ganhou espaço na Casa Scliar, em Cabo Frio, na sala Nelson Pereira dos Santos, onde fez 14 exibições (uma por mês) da "Mostra Permanente de Filmes Indígenas" e da ação recreativa que já é uma marca registrada do nosso Cine Clube, que inclui, entre outras coisas, a exibição de uma cena teatral curta, ou seja um "curta teatral" antes de "curtas cinematográficos", além de "mímica de filmes" e "Contação de Filmes".
Para 2016, o projeto Cinema possível pretende criar o prêmio "Moquitão de Cinema", onde, de forma irreverente, irá agraciar com premiações, os colabores do projeto até aqui.

Para concluir, diria que não estamos fazendo “Cinema de Verdade” antes, estamos criando “A Verdade de Nosso Cinema”

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

PROJETO CINEMA POSSÍVEL COMPLETARÁ SEU PRIMEIRO CICLO DE 7 ANOS EM 2014.


Cheio de projetos para realizar, o Cinema Possível nunca parou desde que surgiu, em 2007. Foram viagens intermináveis ao mundo do audiovisual, onde aprendemos a fazer de tudo, lendo manuais de cinema e tendo uma aula aqui outra ali, lidando com a precariedade do mercado, a falta de investimento em novas iniciativas; driblamos todos os tipos de dificuldades para criar nossa história com o audiovisual, apoiado nas novas tecnologias.
Os resultados não foram poucos, podemos dizer que, nestes 7 anos, realizamos sonhos de muitas pessoas. Colocamos novos atores em cena, fizemos filmes com obras de poetas inéditos e consagrados, de Caio Fernando Abreu a Ronaldo Werneck, de Hugo Pontes e Herbert Emanuel., Criamos videoclipes com músicos, alguns desconhecidos, mas todos com muito talento, entre eles: Andra Valladares, Paulo Ciranda, Mako Brasil e Marcos Boi Blues, só para citar alguns. Divulgamos a literatura e a música brasileira, além de atrairmos para nossos projetos, jovens que investiram no cinema como profissão. Um bom exemplo é a montadora Bárbara Morais, que hoje em dia, alça vôos ousados no universo do cinema nacional e do audiovisual brasileiro.

"Poesia Proibida", um clássico do projeto Cinema Possível, sobre o poeta de Campos dos Goytacases, Artur Gomes. Depois de percorrer festivais e mostras independentes, o filme está totalmente disponível no youtube.

Atraímos para nossa rede de convivência, parceiros como a UEAP – do Amapá, uma universidade visionária que investiu no cinema possível como forma de ampliar seu leque fora da cidade de Cabo Frio, gerando uma parceria incrível com o grupo TATAMIRÔ DE POESIA, no Rio de Janeiro, depois fomos para Bento Gonçalves/RS onde exibimos boa parte de nossos filmes, com apoio da secretaria de cultura e o Congresso Brasileiro de Poesia.

Videoclipe realizado em 2013, "Maria das Quimeras", lança em audiovisual a música da cantora Andra Valladares, a partir de um poema de Florbela Espanca.


Em 2008, quando criamos nosso próprio cineclube (CINE MOSQUITO), criamos oportunidade de exibição de filmes alternativos em parceria com uma rede de aspirantes a cineastas, premiados em festivais ou não, mas que tiveram seus filmes exibidos fora do âmbito das competições, apenas para fruição do público. Nosso cineclube viajou para diversas cidades brasileiras e hoje, computamos, desde 2008, 40 eventos do “Cine Mosquito”, sem qualquer dependência de apoio oficial ou patrocínio. Nesta relação com o público que vieram nos assistir, mostramos a produção do cinema nacional de Curta Metragem e levamos os cineastas ao conhecimento do nosso público.

Um dos primeiros filmes do projeto Cinema Possível, realizado em 2008, "Guardar" é um poema de Antônio Cícero, e que marcou o caminho da estética por nós, sugerida, através do cinema Possível.


Enfim, o Cinema Possível, tem ainda muito que realizar, e guardamos para 2014, quando iremos comemorar nosso primeiro ciclo de 7 anos, alguns novos lançamentos que virão, a todo vapor, para encantar e ampliar nossa relação com o público que nos apoia. Nossa palavra de ordem é uma só, GRATIDÃO, por chegarmos até aqui, graças, claro, ao apoio daqueles que sempre acreditaram em nós.

Previsto para Março de 2014, o filme "Cidade a Contraluz" é a primeira co-produção do Cinema Possível, com a escola de Cinema Darcy Ribeiro, hoje uma grande referência nesta arte.


Enfim, com um longo caminho pela frente, esperamos, crescer ainda mais e levar ao público as diversas possibilidades de audiovisual, com uma pegada autêntica e que tenha a marca, pura e simplesmente, ao sabor das batalhas diárias e cheias de entusiasmo na arte das realizações possíveis.
Visite nosso canal no youtube: www.youtube.com/tvpossivel

Jiddu Saldanha – Coordenador e criador do projeto Cinema Possível, desde 2007




terça-feira, 17 de setembro de 2013

Mostra CInema Possível no 11° FESC - Festival de Esquetes de Cabo Frio.

O FESQ é um dos mais importantes festivais de cenas curtas do Brasil e é nele que estaremos mostrando algumas de nossas produções locais, todas feitas com artistas locais e com assunto ligado a teatro. Essa mostra de Cinema Possível ocorrerá do dia 17 ao dia 21 de setembro e mostrará sempre um ou dois filmes do nosso acervo.
Desde que surgiu o projeto Cinema Possível, em 2007, o FESQ sempre abriu suas portas, acreditou na nossa ousadia e fez coro para que nossos filmes sempre encontrasse olhares atentos e desprendido para nossa linguagem audiovisual. Hoje, 6 anos depois, o espaço se ampliou e agora temos, desde o ano retrasado, 2011, um espaço para nossa mostra exclusiva.
Contamos com a presença dos fãs de nosso projeto para curtir mais este momento do projeto Cinema Possível.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Nosso novo filme na pauta!


"Cidade a Contraluz" novo filme do projeto Cinema Possível, traz uma reflexão sobre o universo onírico de uma cidade urbano-indígena arrancada de um imaginário autoral.

Pedro Campos - Diretor de Fotografia.
Isso mesmo, com a direção de fotografia de Pedro Campos, o novo filme do projeto Cinema Possível conta com um  time de técnicos estudantes da escola Darcy Ribeiro, A'we Produções e Teatro Tuupiniquim. Uma galera disposta a experimentar e disposta a juntar profissionalismo e diversão. Não falta entusiasmo, curiosidade e desejo de mergulhar na essência de um trabalho que vai exigir um olhar singular e muita criatividade na hora de construir os fotogramas.
A idéia de filmar o poema “Cidade a Contraluz”, de autoria de Jiddu Saldanha com o poeta amapaense Herbert Emanuel, já era antiga; o filme já foi engavetado várias vezes por falta de uma equipe sensível que percebesse a delicadeza mas também a necessidade de um mergulho radical na forma de ver a “Cidade” pelos olhos dos poetas. A questão foi superada, depois que Pedro assumiu a direção de fotografia e escolheu sua equipe para fazer parte deste projeto.
Nicola Cappellini, cria música especialmente
para o filme.
Foi quase um mês de diálogo até ajustar pontos do roteiro, definir locação e engajar todo mundo neste sonho, próximo a se realizar.
O poema “Cidade a Contraluz” foi escrito em 2007 e dedicado à professora de teoria de teatro, Zeniude Pereira, que, infelizmente, nos deixou nesta vida mas permaneceu, desde sua morte em 2007, um desejo imenso e intenso de tornar este trabalho uma realização, unindo o Rio de Janeiro à Amazônia.
“Cidade a Contraluz” é quase uma dança de palavras, feitas para dar corpo e imagem a uma cidade completamente poética e aberta a todos os seus habitantes, buscando a energia do olhar entre o universo sonoro caótico e ordenado por uma lógica indígena, muito mais do que um olhar apenas urbano, mas é também uma cidade visceral onde habitam insetos e manequins de vitrines, e incorpora todo seu visual trágico, taciturno e ao mesmo tempo reluzente.
A atriz Renata Andrade incorpora o imaginário
urbano do poema "Cidade a Contraluz".
Este filme não nasceu do acaso, ele já havia sido incubado em conversas entre o diretor e a atriz Renata Andrade, que já emprestou sua bela voz a dois filmes nossos. A princípio ela fora convidada para vocalizar o poema, mas depois, foi nascendo a idéia de incluir na produção a imagem da atriz, cujo físico e sensibilidade se incorpora numa visão que já era consenso antre os autores do poema. Somou-se ao projeto o músico italiano Nicola Cappellini, que trabalhou um áudio especialmente para este projeto e, a partir daí foram surgindo as pessoas que hoje, incorporam a equipe deste projeto tão sonhado.



Filme: Cidade a Contraluz

Autoria de: Jiddu Saldanha e Herbert Emanuel
Previsão de estréia JULHO de 2013

FICHA TÉCNICA

Jiddu Saldanha: Direção, roteiro e montagem
Pedro Campos: Direção de fotografia
Leonard Novaes Collette: assistente de direção
Paulo Campos: Produção
Paula Dryska: Produção de locações
Marcia Rego: produção de set

Pós-Produção: Renata Andrade
Design Gráfico: Gustavo Vieira
Lucas Bobst: Elétrica
Pedro Barros: Maquinaria
Música: Nicola Cappellini
Figurinos: Renata Andrade
Equipe de Making Of e Still - Karol Schittini, Alexandra Arakawa, Jiddu Saldanha

Equalização e gravação de voz – Aleandro Gimenez
Realização: Projeto Cinema Possível
Elenco – Renata Andrade e André Severo

Participação Especial - Sandra Nunes

Veja o teaser de "Cidade a Contraluz".


LEIA O POEMA CIDADE A CONTRALUZ NA ÍNTEGRA
“Cidade à contraluz”
Herbert Emanuel e Jiddu Saldanha

entre o branco e o cinza
a porosidade do azul
rasga esta cidade

tardes são pinceladas...
manhãs nem tanto
é que a íris se refaz

da escuridão vivida
do marasmo escondido
sob a solidão

mas a ferrugem do crepúsculo
“pátina do tempo”
protege os corpos da queda

olhos glaucoverdes miram-se
em espelhos: aqui
o que se vê é o que se crê

muralhas verdes
valsas disfarçadas de rock
vibrações acrílicas

explosões de pingos d’água
um arqueiro mirando
o centro do arco-íris

as teias de aranha
muito frias, muito brancas
muito tênues

a cidade recolhe suas sombras
a luz ganha cor
vitrines são vedetes

coisificadas de desejo
de amor e morte
em núpcias imperceptíveis

tons de penura nas retinas
ora iluminadas
por um sol  postiço de agosto

sombras e rostos
que o artista apenas
percorre a pincel

II

a que se abre esta cidade?
aços? cartilagens?
bofes sulfurentos?

espigas? fuligem?
rotas ou fugas aleatórias?
submundo

tecido vulcânico
lavas sacudindo o breu
ancas intumescidas...

esta cidade se abre
também aos corpos
vibráteis da alegria

outras freqüências
do amor e do desejo
mestiças cartografias

música para os olhos
cores para ouvidos atentos
alento para o desespero

nesta cidade flui
o gozo das marionetes
o vermelho do medo

e ainda por ela
passa a retórica, os excrementos
o fluxo das baratas

um caminho sem trégua
para o aleatório
esse caos de tons lúgubres

talvez o vôo de mariposas
o estardalhaço dos grilos
os ossos de sépia do poeta

nos tragam um céu pleno
um sol sem conceitos
horas de perplexidade

ou, quem sabe, apenas
amores reclusos, imobilidades
prestes a explodir

nesta cidade
um tubo voraz, a cloaca
se incha de conteúdos

e ela, a mais bela
é apenas sorriso branco
o contraste, a inocência?

a cidade se abre
a toda cumplicidade
que nunca termina

e seus múltiplos reflexos
de tons cambiantes
serão sempre... um recomeço

fevereiro/2007






terça-feira, 7 de maio de 2013

Uma equipe de making of, um luxo conquistado pelo Cinema Possível. Isso mesmo!

Uma foto da equipe feita no timer por Mariana Ricci deu o mote de descontração e irreverência no set de filmagem do
videoclipe "Maria das Quimeras". A equipe de making of, atenta, fez os flagrantes artísticos com competência!


O Audiovisual é um presente que
carregamos para toda a vida!
Coordenadas por Mariana Ricci, as estagiárias de fotografia, Raquel Martins e Lara Rothier, botaram pra quebrar  e fizeram do set de filmagens do videoclipe “Maria das Quimeras” um point de aprendizado em tempo real. Foi muito divertido e todo mundo saiu no lucro. Claro que não podia faltar o estresse básico, sem o qual, a gente não aprende. Para sair do lugar e não ficar estacionado no tempo, é preciso criar coragem e sair da casca do ovo. O projeto agradece e já prepara seu próximo vôo, desta vez, no Rio de Janeiro, onde iremos gravar o filme poema “Cidade a Contraluz”. Aguardem.
Abaixo segue algumas fotos feitas pela nossa equipe de making of e de quebra, o próprio making of, que, afinal de contas, acaba de sair do forno diretamente para nossos leitores.

Confira nosso making of


domingo, 14 de abril de 2013

Cinema Possível visita a obra de Andra Valladares.


Cantora e poeta, Andra Valladares terá sua música clipada pelo projeto Cinema Possível.

Andra Valladares por
Fagner Souza
O Próximo videoclipe do projeto Cinema Possível promete reunir um time dos melhores profissionais da cidade de Cabo Frio, em torno de um poema de Florbela Espanca; com música e interpretação de Andra Valladares; cantora de Vila Velha – ES.
Quem ainda não conhece esta cantora, vai se surpreender com seu trabalho artístico que, além de envolver  música de qualidade com levada jazzística e muito bem elaborada, poderá também, degustar sua obra poética; isso mesmo, ela é uma excelente escritora com um profundo conhecimento do haicai, estilo de poema curto praticado por poucos e que exige sensibilidade ímpar. É por isso e muito mais, que decidimos que nosso próximo videoclipe será a música Maria das Quimeras, um hit de seu CD autoral.

Florbela Espanca

A poeta portuguesa Florbela Espanca nasceu em 1894, na Vila Viçosa, Distrito de Évora, Portugal,  e faleceu em 1930, Em Matozinhos, no Porto. Sua vida conturbada fez com que ela gerasse uma obra com alto nível estético e uma profundidade que até hoje arrebata multidões de fãs pelo mundo, especialmente a juventude brasileira.
Confira o poema de Florbela Espanca musicado por Andra Valladares:

Maria das Quimeras




Maria das Quimeras me chamou 
Alguém.. Pelos castelos que eu ergui 
P'las flores d'oiro e azul que a sol teci 
Numa tela de sonho que estalou. 

Maria das Quimeras me ficou; 
Com elas na minh'alma adormeci. 
Mas, quando despertei, nem uma vi 
Que da minh'alma, Alguém, tudo levou! 

Maria das Quimeras, que fim deste 
Às flores d'oiro e azul que a sol bordaste, 
Aos sonhos tresloucados que fizeste? 

Pelo mundo, na vida, o que é que esperas?... 
Aonde estão os beijos que sonhaste, 
Maria das Quimeras, sem quimeras?... 

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"




Florbela Espanca - 1894/1930 -
Portugal






Veja a equipe cabofriense que irá trabalhar no novo videoclipe do projeto Cinema Possíve.

Música: Maria das Quimeras
Poema de Florbela Espanca, musicado por Andra Valladares.
Voz: Andra Valladares

Direção: Jiddu Saldanha
Direção de fotografia: Marcos Homem
Montagem e Finalização: Ravi Arrabal
Roteiro: Ravi Arrabal e Jiddu Saldanha
Still – Mariana Ricci
Estagiárias: Lara Rothier e Raquel Martins

ELENCO
Julia Lima, Rafaela Solano, Manuela de Lelis, Patricia Maciel e Lorena Brites
































quinta-feira, 21 de março de 2013

Entrevista com Carolina Barbato.

Carolina Barbato, demonstrou talento e profissionalismo no set do projeto Cinema Possível, atriz iniciante, mas com experiência em teatro, grupos e festivais, ela marca sua presença no audiovisual, ao aceitar nosso convite para protagonizar o videoclipe "Os Vícios Teus", dirigido por Jiddu Saldanha, apoiado por uma equipe formada por Ravi Arrabal, Julia Lima, Yuri Vasconcellos, Pedro, Hugo, Azul Cazu e Júlia Lima.


Leia Entrevista na Íntegra.

Cinema Possível – Fale um pouco da tua relação com o teatro, como foi que tudo começou. 
Carolina Barbato -  Tenho a vida voltada para o teatro desde os oito anos de idade, quando conheci no colégio a arte de interpretar. Depois disso, qualquer envolvimento artístico se tornou principal interesse em minha vida. Conhecer pessoas nunca foi problema e as mesmas vieram numa troca de energias e contatos ótimas! Tive as mesmas questões familiares que muitos jovens têm em relação a escolha perante sua profissão, mas nada tão extremo que impedisse de eu me mudar para a capital afim de batalhar por algo que sinto fluir nas veias. Depois que você se encontra com o que sente ser seu ofício, não há argumentos que conspirem contra a força da sua vontade.

CP – Quais são as coisas que marcaram sua vida e que você gostaria que as pessoas soubessem. 
CB - Creio que a coisa mais marcante em minha vida foi uma apresentação de um esquete no fesq 6º (Festival de Esquetes de Cabo Frio) quando meu pai me viu em cena pela primeira vez. Era um trabalho inspirada no conto "Além do ponto'' do escritor Caio Fernando Abreu que recebia o mesmo nome. Meu pai sempre foi turrão e teimoso o suficiente para exigir de mim um concurso público ou uma faculdade 'segura'. Lembro-me que após a apresentação, desci do palco no intervalo e, com o figurino mesmo corri ao encontro dele. Foi emocionante ver aquele que sempre foi meu gigante de ferro se derreter com os olhos de uma criança e dizer, com a voz embargada : "Que bom que você nunca me ouviu e desistiu. Você precisa fazer isso. Pra sua vida.'' Depois desse episódio, nunca mais houve discussão sobre minha escolha de profissão, pelo contrário, houve e há até hoje um gigante que frequenta teatros da vida para prestigiar sua pequena.  

CP – Que livros você lê, leu e que filmes, músicas, você gosta? 
R – Sou leitora assídua de uma forma de escrita mais urbana, realista. Como boa canceriana, histórias de amores impossíveis com diálogos preenchidos de paixão me fascinam por demais! E também um certo fascínio pela loucura... Acredito no uso das palavras, sons e imagens como bons reveladores da alma humana, como formas vivas e complexas (vez em quando até demais) de tentar entender um pouco mais de si. Ou simplesmente confundir mais ainda, por isso talvez minha aversão às ficções (científicas, 'dinossáuricas', 'animalescas falantes' e afins). Música me remete sempre à boa MPB e seus encantos. Gosto do foco na nossa cultura, tanto em música quanto em literatura. Não conheço dor que um samba malemolente não cure ou revele. O cinema me estremece! Argentino, francês, nacional... É de uma sensibilidade enorme poder ver com seus olhos visões tão distintas de tantos artistas diferentes e diferenciados. 
  
Atenta, Carolina ouve as dicas de Ravi Arrabal que além de
ator ajuda a fazer de um tudo, no set do Cinema Possível.
CP – Como foi, pra você, a primeira experiência vivida com o Cinema Possível? Qual sua impressão do projeto. 
CB – Admiro pessoas que encasquetam coisas na cabeça e seguem o fluxo sem se deixar abater por qualquer dificuldade menor que a grandeza das artes. Foi um encontro lindo, na hora certa e no lugar certo. A vivacidade desses dois (Ravi e Jiddu) me deixavam muda, muitas vezes. Talvez por ser observadora demais ou por estar em constante estado de descontração e relaxamento. Foi uma acolhida muito generosa e agradeço muito pelo convite. Foi uma prazer enorme. "Que sorte a minha!" rsrs. 

CP – Quem é Carolina Barbato, por Carolina Barbato? 

CB - Além de ser cliché até a alma e acreditar em toda pieguisse existente no universo, uma menina de olhos grandes que berra através deles por um espaço onde alguém escute tais berros. Um palco, quem sabe? 

Assista o videoclipe "Os Vícios Teus" com Carolina Barbato




Confira o making of do videoclipe, "Os Vícios Teus".



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